A cachaça e o rum têm a mesma matéria-prima: a cana-de-açúcar. Mas a brasileira cachaça e o caribenho rum  não são a mesma coisa. Aqui, na Confraria do Copo, explicamos as diferenças e semelhanças.

CACHAÇA É BRASILEIRA

O nome cachaça está protegido por lei e a sua produção está restrita ao Brasil. De acordo com a legislação brasileira, o Decreto 6871/2009, art. 53, define-se cachaça como:

“A denominação típica e exclusiva da aguardente de cana produzida no Brasil. Sua graduação alcoólica deve ser de 38 a 48 por cento em volume, a vinte graus Celsius. Sua obtenção deve ser pela destilação do mosto fermentado do caldo de cana-de-açúcar com características sensoriais peculiares. Podendo ser adicionada de açúcares até 6 gramas por litro”.

Apesar de ser de origem caribenha e ter como principal região de produção os países da América do Sul e Central, o rum é um destilado que pode ser produzido em qualquer lugar do mundo.

 

RUM É DO MELAÇO

A principal diferença no processo de produção entre os dois destilados, é que o rum é feito com o caldo cozido da cana, o melaço, um subproduto do processo de produção do açúcar. Já a cachaça, historicamente, sempre foi feita com o suco fresco, que a gente chama de garapa. De acordo com o professor Patterson Patricio de Souza, da Universidade Federal de Minas Gerais, essa diferença no processo resulta em uma composição química própria. Isso diferencia os destilados e traz distintas propriedades sensoriais. Patricio explica que ao cozinhar o caldo da cana, as substâncias presentes no produto, como os ésteres, os aldeídos e o álcool superior são alterados, modificando o sabor final da bebida.

O rum é feito do melaço (mel-de-engenho)

 

O RHUM AGRICOLE

No entanto, pelo Caribe, em países de colonização francesa, como Guadalupe, Martinica e Haiti, há um tipo especial de rum chamado Rhum Agricole que é feito a partir do caldo de cana espremido na hora. A versão caribenha, apesar de também ter como matéria prima a garapa, apresenta diferenças importantes em relação à cachaça. O teor alcoólico pode chegar a até 70% em algumas regiões e a destilação predominante em colunas de inox, enquanto a maioria dos produtores de cachaça destilam utilizando alambiques de cobre.

A cachaça e o rhum agricole são feitos do caldo de cana, enquanto o rum é feito do melaço ou uma combinação de caldo de cana com melaço.

 

RUM TEM MAIOR GRADUAÇÃO ALCOÓLICA

Como vimos na nossa legislação, a cachaça pode ter graduação alcoólica entre 38% a 48%. Já o rum pode passar desses limites. Mais uma vez, vamos recorrer ao Decreto 6871/2009, agora apontando o artigo 54 que define o rum.

Pela legislação brasileira, o rum, rhum ou ron é a bebida com graduação alcoólica de 35% a 54% em volume, a vinte graus Celsius. Sua obtenção é a partir do destilado alcoólico simples de melaço, ou da mistura dos destilados de caldo de cana-de-açúcar e de melaço. O envelhecimento deve ser em recipiente de carvalho ou madeira equivalente, conservando suas características sensoriais peculiares.

A cachaça só pode ser produzida no Brasil, já o rum pode ser feito por qualquer país.

 

O CARVALHO E AS OUTRAS MADEIRAS

Tanto a cachaça como o rum podem ser consumidos na sua versão branquinha, aquela que não passa por madeira. No entanto, as duas bebidas têm suas versões armazenadas ou envelhecidas em barris de madeira. E aí está um dos grandes potenciais da cachaça!

A cachaça é uma das poucas bebidas alcoólicas que não envelhecem apenas em carvalho. Madeiras nacionais como amburana, jequitibá, ipê, bálsamo e várias outras são utilizadas para o envelhecimento ou armazenamento da bebida. Cada madeira concede uma cor, um aroma e um sabor característico. O potencial gastronômico dessa particularidade é imenso. Basta imaginar a possibilidades de harmonização com ingredientes e pratos da cozinha brasileira e de outros países.

 

AS ORIGENS DA CACHAÇA E DO RUM

De acordo com pesquisador Wayne Curtis, autor do livro And a Bottle of Rum: A History of the New World in Ten Cocktails, o rum surgiu no começo do século XVII nas colônias britânicas do Caribe, provavelmente em Barbados. O rum teria sido originado  dos subprodutos da indústria do açúcar, antes considerados lixos indesejados e muitas vezes descartados no mar. Já uma versão rudimentar de cachaça era produzida no litoral brasileiro entre 1516-1532, fazendo da aguardente brasileira o primeiro destilado da América. A cachaça é mais antiga do que o pisco (Peri e Chile), a tequila e mezcal (México), o rum (Caribe) e o bourbon (EUA).

Os holandeses e a cachaça fizeram o rum ganhar o mundo.

As histórias dos dois destilados se entrelaçam, inclusive em terras brasileiras. Os holandeses já produziam destilados de cana-de-açúcar num processo parecido com a fabricação do rum. Isso no início do século XVII.

Com a expulsão dos holandeses de Recife eles levaram a cana e os equipamentos de destilação para o Caribe. Esse pode ser o motivo do rum ter se tornando mundialmente mais famoso do que a cachaça brasileira, pois os holandeses eram ótimos comerciantes. Além disso tinham a estrutura da Companhia das Índias Ocidentais para levar a produção caribenha para a Europa.

 

 

Fontes: blogs.jornaldaparaiba.com.br

Encerrou-se no domingo mais uma edição da Expocachaça, a grande vitrine e ponto de encontro do setor. Foi a 29ª edição do evento que tem sede em Belo Horizonte (MG) e, pela oitava vez, foi realizada a degustação às cegas das cachaças em exposição. O concurso é coordenado por Lorena Simão, do LABM (Laboratório Amalize Maia), pelo especialista Renato Frascino e por Renato Costa, presidente da ABS (Associação Brasileira de Sommeliers) de Minas Gerais e premia com medalhas 30% das cachaças inscritas, espalhadas por nove diferentes categorias. Entre as cachaças premiadas na Expocachaça, os destaques da edição foram duas cachaças catarinenses, duas fluminenses e uma mineira.

Lagos do Vale, de Quatis (RJ), com apenas dois anos de mercado, teve a melhor pontuação na categoria Branca Pura e vai levar para casa uma medalha de ouro, enquanto a Tellura Amburana, de Campos (RJ), liderou a pontuação na categoria Madeiras brasileiras e também conquistou medalha de ouro.

Já a catarinense Cachaça Do Conde, melhor na categoria Carvalho Americano e também com medalha de ouro, é de Orleans, enquanto a Bylaardt Extra Premium vem de Luiz Alves, capital da cachaça de Santa Catarina. A cachaça da família de descendência holandesa, destilada a partir do melado em um lindo alambique que está expandindo a sua produção, foi o único produto do concurso premiado com a medalha Duplo Ouro, reservada apenas para as pontuações mais altas.

Cachaça do Anjo, parceria do querido Antenor Albuquerque com os competentes produtores da Prosa Mineira, foi o melhor blend do concurso e também levou, pelo segundo ano consecutivo, a medalha de ouro.

Confira a lista completa das cachaças premiadas na Expocachaça:

CATEGORIA: BRANCAS PURAS

MEDALHA DE OURO:

LAGOS DO VALE

MEDALHAS DE PRATA:

CHARMOSA SENSE

DA QUINTA

JECEABA CLÁSSICA

MAGOS DE MINAS PRATA

MANDAGUAHY ORIGINAL

MARIA DAS TRANÇAS PRATA

MATRIARCA

SAGRADA

SERRA MORENA

TROPEIRA DO VALE

CATEGORIA: DESCANSADAS

PRATA:

SELETA MIX (MELHOR DA CATEGORIA)

FAZENDA JEREMIAS PRATA

 

CATEGORIA: CARVALHO FRANCÊS

 

PRATA:

IPUEIRA (MELHOR DA CATEGORIA)

3 FORTUNA

ÁGUA DE ARCANJO OURO

BOUTT

BYLAARDT PREMIUM

CORTARELLI CARVALHO

REFAZENDA

REIN

XANADU OURO

BRONZE:

LAGOS DO VALE

 

CATEGORIA: CARVALHO AMERICANO

OURO:

DO CONDE (MELHOR DA CATEGORIA)

PRATA:

MOENDÃO OURO

PARAMIRIM

REGUI BRASIL

 

CATEGORIA: MADEIRAS BRASILEIRAS

 

OURO:

TELLURA AMBURANA (MELHOR DA CATEGORIA)

CAPÃO DA PALHA

DECISÃO

HARMONIE SCHNAPS BÁLSAMO

MATA LIMPA OURO

PRATA:

AMADA GRÁPIA

BEM ME QUER BÁLSAMO

BRISA UMBURANA

CASA BUCCO AMBURANA

DO CONDE

DOM TÁPPARO AMBURANA

GIUSEPPE FERDINANDO NESI OURO

MANDAGUAHY CASTANHEIRA

SAGRADA AMBURANA

SELETA

WEBER HAUS BÁLSAMO

CATEGORIA: EXTRA PREMIUM E ARMAZENADA ACIMA DE 3 ANOS

DUPLO OURO: BYLAARDT EXTRA PREMIUM (MELHOR DA CATEGORIA)

 

OURO:

ANTONIO BENEDETTI

BENTO ALBINO

FOGO DA CANA 12 ANOS

GUARACIABA EXTRA PREMIUM

IMPERADOR RESERVA TEREZA CRISTINA

REFAZENDA EXTRA PREMIUM

SANTA ROSA SPECIAL

CATEGORIA: BEBIDAS ALCOÓLICAS POR MISTURA, COM CACHAÇA

PRATA:

RAINHA DA CANA – MILHO VERDE (MELHOR DA CATEGORIA)

ORIGINAL D’MINAS – MARULA

SANTO MEL

CATEGORIA: BLENDS DE MADEIRAS

OURO:

 

CACHAÇA DO ANJO (MELHOR DA CATEGORIA)

BARRIL 12

PÁTRIA AMADA CARVALHO E CUMARU

PROSA MINEIRA RESERVA

VELHO ALAMBIQUE

PRATA:

ALAMBIQUE DE MNAS OURO

LEANDRO BATISTA

CATEGORIA: OUTROS DESTILADOS PRODUZIDOS NO BRASIL

PRATA GUAAJA TIQUIRA CARVALHO (MELHOR DA CATEGORIA)

 

 

 

 

 

Fonte: http://devotosdacachaça.com.br

Especialistas discutiram ações necessárias para o destilado verde e amarelo conquistar o reconhecimento merecido no Brasil e no exterior

 

A cachaça foi tema de um encontro entre empresários, associações, agentes do governo e amantes da bebida em São Paulo, no dia 20. Especialistas debateram o potencial do destilado como vetor de crescimento da economia no evento “Cachaça: Símbolo Nacional”. Carlos Lima, diretor executivo do Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac), afirmou na abertura do encontro que, apesar de sua importância histórica e cultural, o destilado ainda não é reconhecido pelo brasileiro como um orgulho nacional, ao contrário do que fazem outros povos com sua bebida de origem. “Queremos repetir no Brasil o modelo que o México aplicou para a tequila e a Escócia, para o scotch whisky”, disse o anfitrião.

Tributação excessiva
No primeiro painel, “Tributação e Informalidade no Setor da Cachaça”, os impostos incidentes sobre a cachaça foram apontados como um dos principais obstáculos para o crescimento do setor. João Eloi Olenike, presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), esclareceu que a carga tributária sobre a cachaça é de 81,87%, fazendo do destilado um dos itens mais tributados do País.

Cristiano Lamego, presidente executivo do Ibrac e superintendente executivo do Sindicato das Indústrias de Cerveja e Bebidas em Geral do Estado de Minas Gerais (SindBebidas MG), alertou para a importância de rever os tributos do setor. Lamego afirmou que a inclusão dos micro e pequenos produtores no regime tributário do Simples Nacional, em janeiro deste ano, beneficiou o setor. No entanto, o segmento também é formado por empresários de médio e grande porte, que estão sofrendo com a mudança no cálculo do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), adotada em 2015. “A cachaça precisa ter a carga tributária condizente com sua importância”, disse.

Os altos impostos contribuem para a informalidade. De acordo com dados preliminares do Censo Agropecuário 2017, existem mais de 11 mil produtores de aguardente-de-cana (o que inclui a cachaça) no País. Porém, somente 1,5 mil são registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Alexsandra Machado, presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Cachaça, defendeu que a iniciativa privada trabalhe em conjunto com o governo no combate à clandestinidade.

Promoção da cachaça
No segundo painel, “Importância da Promoção e Proteção da Cachaça no Brasil e no Mundo”, foram discutidas ações de divulgação do destilado. “A cachaça é preciosa, por ser genuinamente brasileira. Estamos no caminho certo para o reconhecimento da sua qualidade. Gostaria de parabenizar o setor por essa iniciativa, mostrando organização e coesão de todos os envolvidos”, opinou Eduardo Caldas, gestor de projetos da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex).

O cachacier Mauricio Maia, mediador do evento, perguntou a Christyanne Kasper, representante do MAPA, como o ministério pode impulsionar o líquido internacionalmente. “O governo promove missões para prospectar novos mercados e quebrar barreiras de negócios, além de organizar receptivos para organizações estrangeiras e importadoras”, disse Kasper.

O crescimento da cachaça no exterior depende também da organização do setor no mercado interno, na opinião do Vicente Bastos Ribeiro, produtor da Fazenda Soledade, em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro. “Os consumidores precisam ser alertados de que a bebida produzida de modo irregular, à venda até em bares de Ipanema, pode estar contaminada”, afirmou.

O evento terminou com a leitura do Manifesto da Cachaça, um documento elaborado pelo Ibrac com iniciativas necessárias para alavancar o segmento (veja ao final da matéria).

Carlos Lima, dá as boas vindas na abertura do evento;

“O brasileiro precisa ter orgulho da sua bebida”

Para Carlos Lima, diretor executivo do Ibrac, o fortalecimento do mercado passa pelo reconhecimento de que a aguardente tem tanta qualidade quanto qualquer outro destilado

Um dos desafios para o crescimento é o preconceito do brasileiro contra a cachaça. Como mudar isso?
Todos os principais mercados internacionais têm orgulho das suas bebidas. A cachaça existe praticamente desde o descobrimento do Brasil. É importante que a gente reconheça a sua importância como símbolo do País para quebrar o preconceito que ainda existe por trás da bebida. O brasileiro precisa ter orgulho da sua bebida tradicional e saber que, hoje, a cachaça não perde em qualidade para nenhum destilado do mundo. Na mesa do bar e do restaurante, a gente briga de igual para igual com qualquer outro destilado.

Como você vê o mercado da cachaça hoje no Brasil?
Apesar de todo o movimento positivo dos últimos anos, a categoria tem se mantido estagnada por vários fatores. O maior empecilho é a carga tributária elevada. A inclusão dos pequenos e micro produtores no regime do Simples Nacional foi um avanço que beneficiou mais de 500 empresas, e esse número pode crescer ainda mais. No entanto, o grande volume de produção vem das médias e grandes empresas, que não são beneficiadas pelo sistema simplificado de tributação. Dificilmente o setor crescerá sem a revisão da carga tributária.

Por que não há um padrão de qualidade na cachaça?
A cachaça é regulamentada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), com instruções normativas e decretos com padrões de identidade e qualidade que precisam ser seguidos pelos produtores. No entanto, muitos produtores clandestinos não seguem as regras. Não podemos encarar a padronização como algo que impede a diferenciação entre as bebidas. A legislação brasileira permite que os produtores utilizem madeiras e práticas variadas para diferenciar seus produtos.

Falta união no mercado?
A gente já virou essa página. O Ibrac lutou por muito tempo pela união do setor. Mas é sempre importante reforçar a importância do trabalho conjunto. A tequila e o scotch whisky só se alcançaram a força que têm porque os setores se uniram. Eu vejo também a importância das parcerias público-privadas. O governo brasileiro precisa vestir a camisa da cachaça e atuar junto com os demais atores do segmento.

Como a cachaça é vista no mercado externo?
No exterior, ela é reconhecida como um produto de qualidade. Durante anos, a Alemanha, um dos principais mercados de destilados do mundo, ocupou o primeiro lugar de destino das nossas exportações. Os Estados Unidos, que são os maiores consumidores de bebidas alcoólicas fora da União Europeia, também estão despontando no consumo da cachaça. O trabalho de valorização da cachaça se dá de fora para dentro. Quando a caipirinha começou a se tornar um drinque famoso internacionalmente, o brasileiro passou a perceber a importância da sua bebida.

Apenas 1% da produção de cachaça é exportada. Qual é o potencial de crescimento no mercado externo?
No ano passado, 15 milhões de dólares foram exportados em cachaça. Se olharmos o quanto o mundo negociou em bebidas destiladas de cana-de-açúcar, no qual encaixamos a cachaça, esse número é superior a 1,5 bilhão de dólares! No caso da tequila, que tem o mesmo público consumidor, ela rendeu ao México no ano passado mais de 1 bilhão de dólares de receita. Isso mostra o potencial de crescimento da categoria no mercado internacional.

O consumidor brasileiro pode ajudar no fortalecimento do mercado da cachaça?
Sim, o consumidor tem um papel fundamental na consolidação da categoria. O mercado clandestino e informal, um dos grandes gargalos do setor, só existe porque tem gente que consome esse produto. Nossa principal orientação ao consumidor é só adquirir produtos registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Por mais bonita, entre aspas, que seja a história contada sobre cachaça produzida de maneira ilegal ou irregular, a única garantia de qualidade daquele produto é o registro no Mapa.

Confira a opinião dos candidatos à Presidência da República ou seus representantes, ordenados de acordo com a pesquisa Ibope do dia 26  de setembro.

Campanha Bolsonaro (PSL)
França com conhaque, Reino Unido com whisky ou gin, EUA com bourbon, México com tequila, etc. São vários os países que protegem, incentivam, estimulam e prestigiam seus destilados como parte de sua herança cultural. Conhaque, whisky, Bourbon, tequila eram bebidas “populares” e desprestigiadas, que deixaram de ser baratas e conseguiram agregar enorme valor ao produto quando explicitaram seu peso cultural, associando seu consumo a imagem do país. A bebida deixa de ser um mero produto, um meio de consumo, e se transforma em uma experiência a ser vivida pelas pessoas. Os consumidores deixam de beber e passam a degustar. Isso sofistica o produto, gera oportunidades, riqueza e empregos!

Nós brasileiros sabemos fazer isso! Veja o caso das Sandálias Havaianas, que deixaram de ser um produto inferior para entrar na alma do brasileiro. A linha popular das sandálias, utilizadas agora sem preconceito, é vendida ao lado de exemplares “luxuosos”. Qual o custo marginal de produção de uma sandália? Por quanto elas são vendidas no Brasil? E no exterior? Todos ganham. O consumidor faz isso voluntariamente. A segmentação não expulsa os consumidores da base da pirâmide, classes C e D. O produtor agrega mark-up nos segmentos A e B. Os mercados externos se abrem. O resultado foi a geração de riqueza, empregos sofisticados em sales, marketing, design, distribuição e logística, mais empregos na linha de produção, enfim…

Não é só na cachaça que nós brasileiros desperdiçamos nosso potencial.

Café ou chocolate são produzidos no Brasil, porém, o grosso dos ganhos mundiais fica em países europeus. As marcas, a experiência, a sofisticação não existem sem a “origem” europeia dos produtos.

Tabaco! As folhas da variedade Mata Fina, produzidas apenas na Bahia, são fundamentais para o blend de marcas internacionais famosas de charutos. Há marcas locais exportadas e disputadas na Alemanha e Áustria, porém, nada se faz para “sofisticar” a experiência de fumar um charuto brasileiro. Todavia, os “intelectuais de esquerda” e os líderes do PT adoram um bom charuto cubano…

O pior é que o Brasil não é um país desconhecido ou com imagem internacional negativa. Nosso soft power é excelente. A associação de tais produtos ao Brasil seria muito positiva. Caso fossem produtos como relógios ou televisões, a tarefa seria mais árdua. Porém, é até difícil entender como estamos nessa situação. Mas temos a resposta: o Estado, o Governo, a burocracia e a passividade com a qual aceitamos que nosso destino deve ser traçado pelos “sábios” da esquerda de dominaram Brasília.

Um dos lemas de Jair Bolsonaro é mais Brasil e menos Brasília.

Nesse sentido entra o princípio da autorregulação. Quem mais entende de cachaça? Quem produz e bebe cachaça! Não um burocrata de Brasília. As normas, os procedimentos e mesmo a fiscalização deve ser feita por entidades privadas, constituídas voluntariamente pela cadeia produtiva (quem produz cachaça!), fazendo prevalecer as melhores práticas, de forma justa, equitativa, pautadas no mercado livre e em padrões éticos nas operações de seus associados.

A autorregulação já existe há quase duas décadas no Brasil. Funciona muito bem para seus associados. Porém, está restrita ao Mercado Financeiro! Queremos expandir tal princípio de atuação para vários outros setores da economia brasileira. A produção de cachaça seria um dos primeiros.

Já houve uma exposição de produtores de tabaco para cigarros, produto muito mais danoso e sem o potencial de agregação de valor que a cachaça tem. Foi exposto que a elevada taxação atual é ineficiente. Gera contrabando, reduz a arrecadação total do Governo Brasileiro e o consumidor final tem um produto sem controle e muito mais prejudicial à saúde. Também foi sinalizado que, constituída uma associação e legitimados os interlocutores do segmento, tudo de forma voluntária (sem impostos, taxas obrigatórias de adesão, etc), poderiam surgir propostas como a redução da taxação proporcional do produto, desde que fosse garantida uma arrecadação nacional mínima.

Atualmente, o Governo pouco faz pela cadeia produtiva da cachaça. Quando o Estado aparece é para taxar, regular e atrapalhar. Muitas vezes, infelizmente, quando o fiscal aparece é para destruir ou criar problemas. A autorregulação, sendo eficiente, controlaria os maus produtores, primeiro orientando-os a mudar de postura e, no caso de recorrência, chamando as autoridades. O Estado deixa de interferir no dia a dia das pessoas. Entraria somente nos casos de atividades evidentemente criminosas, quando acionadas pela autorregulação, ou no caso da associação funcionar de forma indevida (fraude, cartel, conluio, etc). O Estado precisa parar de atrapalhar setores competitivos, pessoas honestas e trabalhadoras.

Assim, nosso convite é que o setor, de forma organizada, formal e representativa faça uma proposta para baixar a atual taxação de 80% sobre os produtores formais, porém, sem reduzir a atual arrecadação total. Parece razoável que há espaço para redução da atual informalidade/clandestinidade, próxima de 85% dos 11 mil produtores, mediante uma redução na taxação do produto. Os bons empresários precisam se unir, através da autorregulação, e apresentar uma proposta/compromisso. O atual quadro beneficia os maus empresários, prejudica os corretos e gera enormes riscos ao consumidor. Concorrência sim, sempre, porém não pode ser desleal.

Importante destacar que a autorregulação é liberdade, porém, ela traz responsabilidade. Quem vai resolver os problemas? Quem vai lutar pelas coisas corretas? Identificar produtores ou funcionários públicos desonestos? Defender o futuro do setor? Serão os bons produtores. O Estado recua para que os brasileiros avancem, cresçam e prosperem.

Quanto a agregar valor ao produto, não precisamos inventar a roda. Basta ver os inúmeros casos de sucesso no exterior (México, França, Reino Unido, etc) adaptar e utilizar a criatividade brasileira para o bem (Havaianas). Vamos nos livrar de preconceitos contra a cachaça, sempre com responsabilidade. Políticos de esquerda defendem a liberação da maconha, criaram a bolsa crack (um salario mínimo para viciados), enquanto atacam setores legítimos como o da produção de cachaça. No Governo de Jair Bolsonaro o Estado não será um inimigo, um achacador ou um fomentador de ódio. No Governo de Jair Bolsonaro o Estado será um aliado dos brasileiros que querem trabalhar e prosperar”

 

Campanha Haddad Presidente – Coligação O Povo Feliz de Novo:
“Além de a cachaça ser reconhecida como produto de origem exclusivamente brasileira por países como Estados Unidos, México e Colômbia, seu setor gera mais de 600 mil empregos diretos e indiretos no Brasil. Os resultados valorizam o produto nacional que, só em 2017, faturou R$ 10 bilhões e exportou para mais de 60 países.”
 

Frase de Nelson Marconi, coordenador do Plano de Governo de Ciro Gomes, candidato à presidência pelo PDT:
“Símbolo cultural, a cachaça brasileira é internacionalmente reconhecida e sua indústria e mercado empregam cada vez mais pessoas, principalmente no interior do Brasil”.
 

Ana Amélia, candidata do PP à vice-presidência na chapa de Geraldo Alckmin:
“Mesmo com as limitações do atual sistema tributário nacional, que dificulta, muitas vezes, a atuação dos pequenos e médios negócios, o setor da cachaça, patrimônio histórico e cultural do Brasil, avança com inovação, profissionalização e aumento da qualidade do produto. Com um faturamento superior a 10 bilhões de reais no ano passado e crescentes exportações para mais de 60 países, esse setor, baseado na cana-de-açúcar, importante insumo do Agro brasileiro, segue agregando receitas ao país e movimentando a economia. O crescimento deve-se também à modernização de marcos legais que influenciam o setor. No Senado, atuei junto ao governo federal e votei favoravelmente à redução do IPI na produção artesanal de cachaças, microcervejarias e vinícolas familiares por acreditar que uma menor carga tributária aumenta a produção, o emprego e a renda. A famosa “caipirinha, por exemplo, ganhou o mundo graças ao empenho e dedicação de expressivo número de produtores artesanais. É, portanto, um segmento, com enorme potencial, que precisa ser apoiado e incentivado, em todas as dimensões.”
 

Christian Lohbauer, candidato à vice-presidência na chapa de João Amoêdo pelo Partido Novo:
“A cachaça é um produto 100% nacional, produzido em larga escala para consumo interno e e exportado por grandes empresas e pequenos alambiques do interior do Brasil. Portanto, além de valor cultural, tem relevância econômica para o país.” 

Álvaro Dias, candidato à presidência pelo Podemos:
“A cachaça é um produto tradicional cuja produção deve ser incentivada e aprimorada, especialmente a produção artesanal, que funciona também como fonte de renda para pequenos e médios produtores rurais.”

Germano Rigotto, candidato à vice-presidência na chapa de Henrique Meirelles pelo MDB:
“A cachaça é o único destilado genuinamente nacional e, por isso, tem um grande potencial de, além de crescer no mercado interno, avançar muito mais nas exportações, já que apenas 1% do volume produzido é exportado. Os nossos alambiques já estão gerando muitos empregos e poderão gerar muito mais. Aquilo que a tequila se tornou para o México, um produto importante na pauta de exportações do país, a cachaça pode vir a ser para o Brasil.” 

Guilherme Boulos, candidato à presidência pelo PSOL:
“A cachaça tem grande importância econômica e social para o Brasil. Nosso programa de governo prevê incentivar micro e pequenos empresários de todo o país (perfil que representa quase a totalidade da força produtiva da cachaça) com acesso a linhas populares de crédito público, sem burocracia. O mercado da bebida, que hoje tem a capacidade de gerar 600 mil empregos diretos e indiretos, pode ter condições de criar ainda mais vagas de trabalho e desempenhar maior produtividade. Além disso, a cachaça ainda é um produto pouco explorado na carta de exportações. Medidas para impulsioná-la no mercado internacional devem ser desenvolvidas em conjunto com os fabricantes, consolidando a bebida como um destilado genuinamente brasileiro e de grande reconhecimento mundial.”

João Goulart Filho, candidato à presidência pelo PPL:
“A fabricação da cachaça faz parte da cultura nacional. É uma bebida que vem desde os tempos do Brasil Colônia [1530 a 1822]. Ela chegou a ser proibida pelos colonizadores, mas resistiu e se desenvolveu. A atual ampliação do mercado para o produto, principalmente, para a produção artesanal de alta qualidade, é muito bem-vinda.”

José Maria Eymael, candidato à presidência pela Democracia Cristã:
“Com uma crescente demanda no mercado internacional, além de ser o destilado mais consumido em todo país, a cachaça brasileira é um traço cultural do nosso país. Segundo dados recentes do Ibrac, Instituto Brasileiro de Cachaça, as exportações de destilado cresceram 4,62% em valor e 7,87% em volume, em 2016, ante 2015. No ano passado, o Brasil exportou 8,38 milhões de litros para cerca de 54 países, gerando receita de US$ 13,94 milhões – como publicado no jornal Estado de Minas de 04/09. Mas é preciso muita consciência na hora de se consumir qualquer bebida alcoólica, pois tudo em excesso é prejudicial.”

A candidata Marina Silva, da Rede, não quis se pronunciar.
As perguntas foram feitas por email, telefone ou entrevistas presenciais.

 Confira abaixo o Manifesto da Cachaça

 

Fonte: estadao

 

 

 A inclusão de micro e pequenas destilarias no regime tributário do Simples Nacional, em janeiro, representou um avanço, mas ainda não resolve o problema do setor;

Existe um mito, entre muitas pessoas que gostam de cachaça, de que bebida boa é a “cachacinha da roça” produzida artesanalmente, cuja garrafa nem sequer tem rótulo. Aparentemente inofensiva, essa visão romântica ajuda a alimentar um dos principais problemas do setor: a informalidade. Segundo o Censo Agropecuário do IBGE de 2017, existem pouco mais de 11 mil produtores de aguardente de cana-de-açúcar (o que inclui a cachaça) no Brasil. No entanto, somente cerca de 1,5 mil são registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Os demais produzem o líquido à margem da lei.

Diversos impactos negativos estão associados à produção clandestina, a começar pela ameaça à saúde do consumidor e ao meio ambiente. Destilarias com registro precisam seguir protocolos sanitários desenvolvidos com o objetivo de garantir que o produto não ofereça riscos ao consumo humano e à natureza.

O mercado clandestino ainda favorece o emprego informal, promove concorrência desleal e prejudica o país como um todo. “A informalidade causa evasão fiscal, deixando de beneficiar a sociedade com os investimentos sociais que poderiam ser feitos com os recursos de impostos recolhidos”, afirma Cristiano Lamego, superintendente executivo do Sindicato das Indústrias de Cerveja e Bebidas em Geral do Estado de Minas Gerais (SindBebidas-MG).

Para Carlos Lima, diretor executivo do IBRAC, o combate à informalidade é tarefa de todos os agentes envolvidos na cadeia. “Cabe ao IBRAC e aos produtores legalizados darem orientação sobre esse problema. Os órgãos competentes devem aumentar a fiscalização no setor, enquanto donos de bares e restaurantes devem fazer a sua parte comprando somente bebidas com registro. Os consumidores, por sua vez, devem adquirir apenas cachaças legalizadas”, diz. Para se certificar de que a cachaça é legalizada, procure no rótulo o registro no Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e, se estiver tomando uma dose em um bar ou restaurante, exija que a garrafa seja trazida à mesa e servida na sua frente, de forma que você possa checar o rótulo.
Impostos altos
Um dos grandes motivos para a clandestinidade é a carga tributária que incide sobre a cachaça, entre as mais altas do país. Os impostos representam 81,87% sobre o preço de venda da bebida, segundo estudos do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT).

Em janeiro, o Brasil deu um grande passo no combate à informalidade, com a inclusão de micro e pequenas destilarias no Simples Nacional, regime tributário que facilita o recolhimento de contribuições para empresas com renda bruta anual de até R$ 4,8 milhões. A alíquota sobre pequenos produtores varia de 4,5 a 30%, a depender do faturamento. Em alguns casos, a redução de impostos chega a 70%, segundo o representante do SindBebidas..

Os resultados já começam a aparecer. “Temos recebido vários contatos de produtores informais procurando orientação sobre como se legalizar. Também percebemos um movimento de redução dos preços em função da queda do custo tributário”, informa Lamego. 

Apesar de representar um avanço, a medida não resolve o problema do setor. Médios e grandes produtores sofreram com a mudança no cálculo do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre as bebidas quentes, adotada em 2015. De acordo com o Lamego, em alguns casos, o reajuste resultou em um aumento de mais de 330%, apenas no valor do imposto. “O governo precisa entender a importância econômica, cultural e histórica da cachaça, para que o custo tributário seja compatível com a relevância da bebida.”

“Uma revisão da carga tributária do setor pode resultar em uma arrecadação e um crescimento sustentável durante os próximos anos”, atesta Carlos Lima.

“O crescimento ficará comprometido se as políticas públicas não forem revistas”, ressalta João Eloi Olenike, presidente executivo do IBPT, que completa: “Sem um olhar criterioso para a composição da carga tributária incidente sobre a cachaça, dificilmente o mercado se desenvolverá.”

 

Fonte; Estadão

Dia Nacional da Cachaça

on Setembro 13, 2018
in Blog

Dia Nacional da Cachaça ou simplesmente Dia da Cachaça é celebrado em 13 de setembro.

Esta é uma bebida com uma carga simbólica muito grande para a cultura e identidade brasileira.

Origem da Comemoração

A criação do Dia Nacional da Cachaça foi uma iniciativa do Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac), instituída em junho de 2009.

Ainda existe um projeto de lei do deputado Valdir Colatto e que foi aprovado pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados, em outubro de 2010, com o objetivo de oficializar a data.

História da Data

O dia 13 de setembro foi escolhido em homenagem a data em que a cachaça passou a ser oficialmente liberada para a fabricação e venda no Brasil, em 13 de setembro de 1661.

Esta legalização, no entanto, só foi possível após uma revolta popular contra as imposições da Coroa portuguesa, conhecida como "Revolta da Cachaça"ocorrida no Rio de Janeiro.

Até então, a Coroa portuguesa impedia a produção da cachaça no país, pois o seu objetivo era substituir esta bebida pela bagaceira, uma aguardente típica de Portugal.

A Cachaça no Brasil

A cachaça é uma bebida alcoólica muito apreciada no Brasil, tendo como base principal a cana-de-açúcar. Atualmente, no entanto, existem diferentes variantes da cachaça e com diferentes sabores.

O Brasil produz aproximadamente 1,2 bilhões de litros de cachaça por ano e o maior produtor de cachaça no Brasil industrial é o estado de São Paulo, seguido de Pernambuco, Ceará, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraíba. Por sua vez, Minas e Rio lideram a produção de cachaça artesanal.

A cachaça brasileira é exportada para mais de 60 países, sendo a Alemanharesponsável por aproximadamente 30% da sua importação.

Curiosidades sobre a Cachaça

  • A cachaça tem em média 40% de teor alcoólico e, atualmente, é definida como um produto cultural brasileiro.
  • A bebida tem vários sinônimos e alguns deles bastante curiosos como, branquinha, "água que passarinho não bebe", boa, etc.

 

Fonte: calendarr

 

Ao som do saxofone de Leo Moura, 800 convidados foram recepcionados no Teatro do Minas Tênis Clube para a premiação da Encontro Gastrô – O Melhor de BH 2018. O evento, que ocorreu na noite desta segunda-feira, é uma realização da Revista Encontro, Diários Associados e jornal Estado de Minas. “É um prêmio que nos indica

Além de indicar os melhores endereços e profissionais da capital, a mais influente publicação de gastronomia de Minas Gerais tem como principal função fomentar uma das áreas que mais representam a cultura do nosso estado. O setor de alimentação fora do lar gera mais de 800 mil empregos diretos e movimenta cerca de R$ 28 bilhões por ano em Minas. Só na capital, são 22.524 empresas atuando no segmento, segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). “É muito estimulante para todos nós, que nos dedicamos o ano inteiro, todos os dias, dentro dos nossos estabelecimentos”, afirma Pablo Teixeira, do Cabernet Butiquim. Pela primeira vez, sua casa, que serve bons vinhos sem complicações e muita descontração, foi eleita o Melhor Bar/Botequim da cidade. Outro novato, o chef Mateus Gontijo, consagrou seu L’Amour Bistrot Cabaret, no Vila da Serra, como Restaurante Revelação. “Que ansiedade é essa? Meu Deus!”, repetia sempre que encontrava um amigo.
 
Se há gente nova no mercado, destaque também àqueles que atravessam décadas no topo. É o caso de Taste-Vin, que acaba de completar 30 anos de história, e levou três categorias: Melhor Restaurante de BH, Melhor Carta de Vinhos e Melhor Francês. Para o chef Rodrigo Fonseca, a perfeição mora nos detalhes. Sua casa está sempre impecável para receber os clientes, das flores frescas que perfumam o ambiente ao menu, marcado por receitas francesas como o Pintade Rôtie avec Sa Sauce, galinha-d’angola grelhada em seu próprio molho e batata dauphinoise, que aparece na capa da edição.
 
Com apresentação da professora-celebridade Cíntia Chagas e do ilusionista Luiz Fosc, a premiação contou com 39 categorias, divididas em Lanches e Guloseimas, Diversão, Restaurantes e Profissionais. Subiram ao palco também o chef Ivo Faria (que viu seu Vecchio Sogno ser eleito o Melhor Italiano) e o sommelier Denis Marconi, do Taste-Vin. Os dois ganharam cinco vezes consecutivas e, por isso, entraram para a categoria Hors concours. “É importante dar chance a outros colegas que também estão aí batalhando”, afirma Denis.

se estamos no caminho certo, mesmo com tanta gente nova no mercado”, diz Fernanda Bicalho, do alemão Haus München, que levou o troféu por duas categorias: Melhor Carta de Cervejas e Melhor Cozinha do Mundo. “E imagina a nossa honra ter a melhor carta de cervejas em um polo cervejeiro como Belo Horizonte?”, comemora. E se o assunto é cerveja, neste ano a própria Gastrô ganhou um rótulo para chamar de seu. O Albanos criou uma pale ale exclusiva com o nome da publicação, que foi servida durante a festa. 

CONSAGRAÇÃO


O grande momento da noite foi a consagração do chef Leonardo Paixão, que conquistou – de novo – o título de Melhor Chef de BH. Assim, a partir de agora ele entra para o time dos melhores, junto com Denis e Ivo. “Às vezes, eu fico até assustado, me olho no espelho e me pergunto quem é esse cara que ganha tantos prêmios, tanto reconhecimento. Sou apenas um menino que gosta de picar uma cebola e jogar na panela”, afirma Leo, que vive um momento especial: além de continuar à frente do Glouton, que disputou ponto a ponto com o Taste-Vin como Melhor Restaurante da cidade e assegurou o título de Melhor Cozinha Contemporânea, acaba de abrir o Nicolau Bar da Esquina, no Horto.
 
A casa é a realização de um antigo sonho do chef, de democratizar sua gastronomia, tornando-a cada vez mais acessível. “Desde sempre banquei a gastronomia mineira. A minha cozinha é capaz de gerar emoção porque, mesmo com um acabamento sofisticado, o cliente vai se lembrar da comida da mãe, da avó”, explica. E em breve, mais gente terá a chance de experimentar o tempero do chef. Ele deve abrir uma “portinha” no Mercado Central ainda neste ano. Lá, entre outras receitas, estará à venda o seu famoso hot dog feito com salsicha artesanal. “Meus amigos adoram”. O público certamente também vai gostar. Porque tudo o que nosso novo hors concours faz tem a cara das Gerais, o sabor da roça, dos quintais. E paixão é o que faz da gastronomia mineira única. Uma cozinha rica em sabores, histórias e sentimentos.
 
Os premiados por Encontro Gastrô – O Melhor de BH 2018
 

LANCHES E GULOSEIMAS

 
Bufê de festa – Rullus Buffet
 
Cafeteria – Noete Café Clube
 
Chocolateria – Fany Bombons
 
Confeitaria e Salgados – Boca do Forno
 
Hambúrguer – Madero
 
Padaria – Boníssima
 
Pão de queijo – Verdemar
 
Gelateria/Sorveteria – Lulo Gelatto
 
Novidade do ano/Lanches e guloseimas – Doce Docê
 


DIVERSÃO

 
Festival Botecar 2018 – Bazin Bar
 
Bar/Botequim – Cabernet Butiquim
 
Carta de cervejas – Haus München
 
Carta de drinques – MeetMe At The Yard
 
Choperia – Templo Cervejeiro Backer
 
Balada – Hangar 677
 
Novidade do ano/Diversão – Mercado da Boca
 
 

RESTAURANTES

 
Bufê self-service – Projeto Sabor
 
Churrascaria – Fogo de Chão
 
Cozinha light/Salada – Santafé
 
Peixes/Frutos do mar – Alguidares
 
Pizzaria – Olegário Pizza e Forneria
 
Restaurante tradicional – Casa dos Contos
 
Cantina/Trattoria – Anella Ristorante
 
Cozinha do mundo – Haus München
 
Cozinha mineira – Dona Lucinha
 
Português – Restaurante do Porto
 
Japonês – Udon
 
Bistrô – D’Artagnan
Carne/Parrilla – La Macelleria
 
Cozinha contemporânea – Glouton
 
Cozinha variada – Mercado Grano
 
Italiano – Vecchio Sogno
 
Francês – Taste-Vin
 
Carta de vinhos – Taste-Vin
 
Restaurante revelação – L'Amour Bistrot Cabaret
 
Melhor restaurante de BH – Taste-Vin
 
 

PROFISSONAIS

 
Maître – Denise Rache
 
Sommelier – Thiago Fernandes
 
Chef revelação – Saulo Fernandes
 
Chef – Leonardo Paixão
 
Chef hors concours – Ivo Faria
 
Sommelier hors concours – Denis Marconi

*Vinculada à Revista Encontro
 
 
Fonte; https://www.em.com.br/

O centenário da caipirinha

on Agosto 16, 2018
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O drinque do Brasil: receita puro-sangue manda usar exclusivamente cachaça, de preferência a branca, limão, açúcar de cana refinado e gelo (//iStock)

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A caipirinha virou drinque na esteira da gripe espanhola, cujo vírus se espalhou pelo mundo e chegou ao Brasil em setembro de 1918, com os passageiros do navio de luxo inglês Demerara. No ano seguinte, alastrou-se avassaladoramente no país. Matou 35 mil pessoas, entre as quais Rodrigues Alves, nosso 5º Presidente da República, antes de assumir o segundo mandato.

Se a gripe espanhola foi a origem, a caipirinha está completando 100 anos de idade ou, então, aproximando-se do centenário. Sua receita primitiva foi usada no interior de São Paulo para combater a pandemia mais letal que a humanidade já enfrentou. Serenada a calamidade, o drinque caiu no gosto do povo e se tornou popular em botequins e comemorações rurais.

Alguns atribuem a criação da caipirinha a um cidadão chamado Paulo Vieira, proprietário de terras no município paulista de Piracicaba, na Região Centro-Oeste do estado, a mesma de Americana e Santa Bárbara. Ele a teria ministrado pioneiramente, como remédio, aos camponeses que pegavam a gripe espanhola. Era uma beberagem que misturava cachaça, limão, alho e mel.

Ao cair no gosto público, a receita foi aprimorada, perdeu o alho e trocou o mel pelo açúcar de cana. Na verdade, o “medicamento” antigripal se converteu em dois drinques populares. Um seria a caipirinha, feita de preferência em copo individual, com cachaça, limão cortado em pedaços e macerado com açúcar de cana; outro, a batida de limão, à base de cachaça, suco de limão e açúcar, acondicionada em garrafa, guardada na geladeira e servida em vários copos.

Entretanto, no tempo da gripe espanhola, o drinque ainda não tinha esse nome. A palavra caipirinha é diminutivo feminino de caipira, adjetivo de dois gêneros de origem tupi, com o qual os habitantes da capital do estado denominaram o morador da roça, de pouca instrução, modos rudes e sem traquejo social. Portanto, tinha conotação pejorativa. Atualmente, ser caipira orgulha a gente do interior inclusive por batizar uma cultura rica.

Hoje, tende-se a acreditar que o drinque surgiu por intuição coletiva. Dona Maecira Pereira Araujo, atualmente com 100 anos de idade, moradora de Piracicaba, confirmou-nos essa convicção cinco anos atrás. “Sempre ouvi que todo o mundo no município tomava cachaça misturada com limão e mel para combater a gripe espanhola. Foi invenção anônima, não de uma pessoa”.

A cachaça com limão já tinha sido utilizada contra outras enfermidades graves no Brasil. O portal Mapa da Cachaça, criado em 2010 pelos especialistas Felipe Jannuzzi, Gabriela Barreto e Eduardo Martins, registra um documento encontrado em Paraty, no Rio de Janeiro, segundo o qual as vítimas de uma epidemia de cólera que acometeu a região receberam “aguardente temperada com água, açúcar e limão, a fim de proibir que bebessem água simples”. (Registro de Ofícios da Câmera Municipal, página 139, 1856).

Foi seguramente na capital de São Paulo que a caipirinha se consagrou como drinque, ao ser aprimorada e batizada com o nome característico, exatamente por vir do interior. Expandindo-se a outras cidades, alcançou Santos entre o final da década de 1950 e início de 1960. Consumida principalmente pelos turistas da capital, virou bebida de praia. Era preparada das barracas sem nome a restaurantes e hotéis. Existe alguma bebida que combine melhor com o verão, o sol, a praia e a piscina?

Fez tanto sucesso em Santos que algumas pessoas a julgam inventada na cidade. Também já se acreditou que a caipirinha nasceu na região Noroeste, onde se encontram os municípios de Jaboticabal, Matão, Monte Alto, Pirangi e Taquaritinga. Até poderia fazer sentido. Sem levar em conta que no romance cômico-policial O Xangô de Baker Street, de Jô Soares, ficção ambientada no final do século XX, o médico Dr. Watson, que acompanha o detetive Sherlock Holmes na vinda ao Brasil, para resolver o mistério de um violino Stradivarius desaparecido, recebe no terreiro uma pomba-gira e inventa a caipirinha.

Analisando as pistas históricas, porém, convencemo-nos da paternidade de Piracicaba. Não por acaso, o município produz tradicionalmente os ingredientes da caipirinha: cachaça, limão e açúcar. Durante certo tempo o drinque permaneceu rejeitado pelas elites, até porque a cachaça ainda não dera o salto de qualidade atual. O primeiro local elegante a ter coragem de servi-lo foi o restaurante do Grand Hotel Ca’d’Oro, em São Paulo, aberto em 1953 pelo italiano Fabrizio Guzzoni (1920-2005).

O grande hoteleiro, restaurateur e expert em coquetelaria conheceu a caipirinha em um botequim da cidade, quando preparava a carta de bebidas do seu estabelecimento. Encontrou-a servida em copinho americano, com uma colherinha de alumínio para mexer os pedaços de limão e o açúcar. Apostando na originalidade e acreditando no futuro promissor do drinque, Fabrizio o aperfeiçoou.

Primeiro, trocou o limão. Em vez do galego, escolheu o taiti. A mudança aconteceu por dois motivos. O galego tem muitas sementes e estava sendo atacado por uma praga que ameaçava a produção. O taiti não possui sementes, o que facilita a preparação da caipirinha, além de apresentar acidez média ideal para bebidas e sucos.

A seguir, Fabrizio passou a oferecer o drinque em copo padronizado, do tipo old-fashioned. Finalmente, acrescentou pedras de gelo, que ainda não levava, para realçar o frescor. Aproveitava-se de um avanço tecnológico: as geladeiras começavam a se firmar como eletrodoméstico obrigatório. A primeira construída no Brasil foi em 1947, na cidade de Brusque, em Santa Catarina.

Completada a reinterpretação, Fabrizio mandou seus maîtres venderem a caipirinha aos clientes, sobretudo aos estrangeiros interessados em atrações brasileiras. Giancarlo Bolla, um daqueles profissionais, mais tarde proprietário do restaurante paulistano La Tambouille, contou-nos essa história, antes de falecer em 2014. “A gente ficou constrangido em oferecer uma bebida com cachaça, um destilado prejudicado pela fama de trago de pobre, mas obedeceu porque não havia outro jeito”, disse.

“Seu Fabrizio era um homem decidido e no caso estava inteiramente certo. Os estrangeiros adoraram o drinque da maneira que ele apresentou e a concorrência imediatamente o imitou”. Giancarlo, que também era italiano, lembrava não ter gostado da caipirinha quando a conheceu. Teve a mesma reação negativa diante da feijoada. Mas mudou de opinião ao experimentar ambas as especialidades em uma mesma refeição. “A caipirinha abre o apetite”, afirmava. “E a acidez do limão ajuda a digerir a gordura da feijoada”.

Teriam bebido e aprovado a caipirinha no restaurante do Grand Hotel Ca’d’Oro hóspedes ilustres: os prêmios Nobel Linus Pauling (Química e Paz) e Franco Modigliani (Economia), o rei espanhol Juan Carlos I, o presidente francês François Mitterrand, os tenores Luciano Pavarotti e José Carreras, as sopranos Aprile Millo e Montserrat Caballé, o maestro Ricardo Muti, o arquiteto Oscar Niemeyer, os poetas Pablo Neruda e Mário Quintana, os ex-presidentes Ernesto Geisel e João Figueiredo, o pintor Di Cavalcanti, os escritores Jorge Amado e Rachel de Queiroz.

O Brasil quase perdeu o direito a usar o nome de caipirinha em seu drinque nacional. Isso só não aconteceu graças ao talentoso barman Derivan Ferreira de Souza, de São Paulo, autor de vários livros de coquetelaria, entre os quais Drinks de Mestre (Editora Ática, São Paulo, 1996) e A Coquetelaria ao Alcance de Todos(Edição Particular, São Paulo, 2011). No congresso da International Bartenders Association (IBA), que registra e oficializa bebidas alcoólicas do mundo, realizado em 1995 na cidade canadense de Toronto, ele conseguiu inscrevê-la na lista dos coquetéis oficiais.

Derrotou as pretensões de um grupo de suecos, motivados obviamente por interesses comerciais. Queriam registrar como caipirinha uma mistura de vodca e abacaxi. “Foi uma briga danada”, lembra Derivan. “Apresentei um dossiê provando a origem brasileira da caipirinha. Os argumentos se mostravam tão óbvios que não tive a menor dificuldade em prepará-lo. Mesmo assim, mais de uma dezena dos 50 jurados votaram a favor dos suecos”.

Conforme o Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC), o Brasil tem capacidade instalada para fazer 1,2 bilhão de litros de cachaça por ano. O volume não leva em conta a produzida à margem da lei, ou melhor, sem pagar impostos, que talvez seja o dobro disso. Os principais estados produtores: São Paulo, Pernambuco, Ceará, Minas Gerais e Paraíba.

A cachaça é exportada para cerca de oitenta países. Pelos cálculos do barman Derivan, 20% do mar de aguardente de cana-de-açúcar se destina à elaboração do drinque nacional. Se em cada copo forem colocados 50 ml de cachaça, como aconselha a receita, apenas com a cachaça oficial seriam preparadas 48 milhões de caipirinhas por ano em todos os continentes.

Desde 2009, o drinque que tanto nos orgulha se encontra regulamentado pelo Decreto nº 6.871, assinado por Luiz Inácio Lula da Silva, o 35º Presidente da República, notório fã da bebida. Segundo o texto, quando apresentar graduação alcoólica de 15% a 36% em volume, a 20º C, e for elaborada com cachaça, limão e açúcar, poderá ser denominada caipirinha. Permite-se a adição de água para a padronização da graduação alcoólica. A disciplina legal, porém, não impediu que sua família se multiplicasse prodigiosamente.

Se mantivermos a cachaça e trocarmos o limão por uma combinação de frutas, temos a caipifrutas; o drinque também pode ser feito com tangerina (caipirinha), alecrim (caipicrim), capim-cheiroso (caipiroso) hortelã e gengibre (caipifresca), caju (caipiju),) e irá mudando o nome conforme o ingrediente. Usa-se ainda abacaxi, kiwi, lima-da-pérsia, morango, maracujá etc. Quando a cachaça é trocada por outro destilado, como por exemplo o rum, converte-se em caipiríssima; à base de vodca, transforma-se em caipirosca; com saquê, vira caipisaquê.

Os puristas torcem o nariz para essas variações, sem falar nas invenções radicais, como as caipirinhas de cerveja e vinho; e inclusive na paradoxal de Yakult, que nem álcool incorpora. Tudo bem, como sentencia o provérbio há gosto para tudo. Mas a única caipirinha puro-sangue leva cachaça, de preferência a branca, sem qualquer tipo de maturação, mais limão, açúcar de cana refinado, gelo e ponto final!

CAIPIRINHA

RENDE 1 DRINQUE

INGREDIENTES

.1 limão taiti, de casca fina

.2 colheres (bar) de açúcar de cana refinado

.1 dose (50ml) de cachaça branca de boa qualidade

.Pedras de gelo

PREPARO

1.Segure o limão com o cabinho para cima e corte-o ao meio, de cima para baixo.

2.Retire fora o talinho branco do miolo.

3.Corte o limão em meias-luas.

4.Monte o drinque em um copo old-fashioned, colocando as fatias do limão com a polpa virada para cima. A seguir, acrescente o açúcar.

  1. Pressione o limão com um macerador, evitando agredir demais a casca, para o drinque não ficar amargo.

  2. Adicione a cachaça e mexa, misturando bem os ingredientes.

7.Complete com gelo e sirva.

 

Por J.A. Dias Lopes

Fonte: veja

O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) foi credenciado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para fiscalizar e inspecionar estabelecimentos que produzem e comercializam cachaça em todo o estado.

A Portaria nº 1, de 26 de junho de 2018 do Mapa, confia ao IMA a fiscalização das boas práticas de produção e dos padrões mínimos legais exigidos, como as condições higiênicos-sanitárias em todo o processo produtivo da bebida.

O diretor-geral do IMA, Marcílio de Sousa Magalhães, informa que a delegação de competência do Ministério da Agricultura ao IMA é fruto de termo de intenção assinado entre os órgãos em 2015, em que ambas as partes buscavam, por meio do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa), transferir ao estado as atividades correlacionadas à inspeção e fiscalização de produtos de origem vegetal, dentre elas a cachaça, escolhida como a primeira bebida a ser inspecionada pelo Instituto.


Atualmente, em Minas Gerais, apenas 10 % dos estabelecimentos de cachaça são regularizados junto ao Ministério, num universo de 8 mil produtores da bebida. De acordo com o gerente de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do IMA, engenheiro agrônomo Lucas Guimarães, “o IMA contribuirá para a padronização dos processos de produção da cachaça, ao mesmo tempo em que vai estimular a regularização dos estabelecimentos que produzem e vendem a bebida. Isso significa que o produtor de cachaça terá o IMA como seu aliado, pois poderá contar com o apoio do Instituto para agregar valor ao seu produto e torná-lo mais competitivo no mercado”.

Mercado

De acordo com dados do Ministério da Agricultura, Minas Gerais produz 60% da cachaça artesanal, ou de alambique, do país, o equivalente a cerca de 250 milhões de litros por ano. Já o mercado industrial da cachaça produz 1,3 bilhões de litros por ano no Brasil, sendo o estado responsável por metade dessa produção. Minas tem mais de 600 marcas de cachaça, segundo o Sebrae-MG, e exporta a bebida para Itália, Alemanha, Portugal e Paraguai.

Consumo

Segundo dados do Sindicato das Indústrias de Cerveja e Bebidas do Estado de Minas Gerais (SindBebidas), em 1980 o consumo per capita nacional de cachaça era de 4,8 litros e saltou para 15 litros consumidos pelos brasileiros em 2015. Com 86% do mercado nacional de destilados, a cachaça é o 3º destilado mais consumido no mundo e a bebida que, segundo estimativas de especialistas do setor, será o destilado mais consumido no século XXI.

Fonte: Agência Minas

 

Foram quatro dias intensos de muitos encontros, novidades, aprendizado e diversão!

De 7 a 10 de junho, Belo Horizonte sediou a maior e mais importante feira de cachaça do mundo, recebendo produtores de 20 estados, totalizando 150 expositores, dentre cachaças e microcervejarias!

O público teve a oportunidade de curtir uma programação eclética, unindo de forma harmônica o entretenimento, cultura, gastronomia e negócios.

A 28ª edição da Expocachaça contou com a parceria da Rádio Liberdade, apoio da Prefeitura de Belo Horizonte e o patrocínio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, Suggar Eletrodomésticos e Governo do Estado de Minas Gerais.

Os 16 jurados da 7ª Avaliação com Degustação às Cegas e Classificação das Cachaças dos Expositores da 28ª ExpoCachaça já iniciaram o trabalho!

O resultado será dado no domingo, dia 10/06, às 14h. As cachaças, aguardentes e bebidas mistas concorrerão em 9 categorias:

1) Brancas Puras armazenadas em tanques de inox ou vasilhame inerte, sem passar por qualquer tipo de madeira;

2) Descansadas em madeiras como amendoim, jequitibá, entre outras que não interferem na cor;

3) Envelhecidas em carvalho francês;

4) Envelhecidas em carvalho americano;

5) Envelhecidas em diversas madeiras brasileiras, como amburana, bálsamo, loro e canela, castanheira, pau-brasil, entre outras;

6) Envelhecidas na categoria Extra- Premium, envelhecidas acima de três anos;

7) Bebidas mistas

8) Armazenadas em madeiras diversas

9) Aguardentes de outras matérias-primas

O concurso é realizado por profissionais altamente qualificados e coordenados por Lorena Simão, do LABM - Laboratório Amazile Biagioni Maia, Renato Frascino, coordenador de diversos cursos de bebidas e técnico sensorial de alimentos e bebidas, e Renato Costa, presidente da ABS - Associação dos Somelieres do Brasil - MG.

2018 CONCOURS MONDIAL DE BRUXELLES REGISTRA AUMENTO DE AMOSTRAS

  • China entra no Top5 das inscrições
  • 60% de crescimento nos vinhos orgânicos, muitos provenientes da China

 Mais de Nove mil e oitenta (9.180) vinhos foram inscritos este ano no Concurso Mundial de Bruxelas (CMB), marcando um aumento em relação ao ano passado. Está previsto o crescimento na China. Pela primeira vez, um país da Ásia entrou no topo da lista. Agora, a China ocupa o quinto lugar em número de inscrições, precedida apenas pela França, Espanha, Itália e Portugal.

Após um aumento de 112,5% nas inscrições da China em 2017, o país asiático registou um novo aumento em 2018, desta vez em 90,2% em relação a 2017. “Os consumidores chineses atribuem grande importância às medalhas e utilizam-nas como uma diretriz na decisão da compra.” Referiu Thomas Costenoble, diretor do CMB. A produção e o consumo de vinho da China estão em ascensão.

Os vinhos orgânicos também fazem tiveram boas inscrições, com um aumento de quase 60% em relação ao ano passado, representando quase 12% do número total de vinhos em 2018. Os consumidores estão cada vez mais conscientes da origem e dos métodos de produção de vinho, favorecendo assim os produtos biológicos. Reconhecendo esse desenvolvimento de mercado, o CMB tem uma nova categoria dedicada aos vinhos orgânicos e biodinâmicos, o “Organic Wine Trophy”, concedido pela primeira vez em 2017.

A maioria das amostras de vinhos orgânicos vem de Itália, França, Espanha e … China. De facto, mais de um terço de todas as inscrições chinesas no CMB em 2018, são vinhos orgânicos e biodinâmicos.

Baudouin Havaux, Presidente do CMB, acredita que esta tendência de deve à percepção dos consumidores chineses de vinhos orgânicos como garantia de maior qualidade, o que incentiva as vinícolas a produzirem orgânicos. Segundo a International Organisation of Vine and Wine(OIV), os três principais países produtores europeus em 2017 foram: a Itália, a França e Espanha. Esta situação também está espelhada na lista de inscrições do CMB, que classifica estes países como dos três principais participantes.

48 países produtores de vinho irão participar na competição deste ano. Os dez primeiros em termos de número de inscrições foram: França, Espanha, Itália, Portugal, China, Chile, Suíça, Grécia, México e África do Sul.

Os dois novos países que se apresentaram pela CMB pela primeira vez em 2018 são a Albânia e o Cazaquistão (o último com 26 amostras). Em 2018, a competição foi extremamente forte na Moldávia, Rússia, Ucrânia e Armênia, as inscrições desses países foram mais altas do que nunca. Vinhos do Azerbaijão também estão em ascensão. As oportunidades no mercado chinês são uma forte atração para esses países (por exemplo, a Rússia e o Cazaquistão fazem fronteira com a China). A segunda razão para o aumento é o reconhecimento internacional do Concours Mondial de Bruxelles.Em 2018, as inscrições do CMB serão avaliadas por mais de 330: jornalistas, compradores, enólogos e sommeliers de todo o mundo. A 25ª edição será realizada de 10 a 13 de maio de 2018, em Pequim, China – a primeira vez que uma competição de vinhos desta magnitude e significância será realizada na Ásia.

Em consonância com os últimos desenvolvimentos tecnológicos, em 2018 o CMB implementará um novo sistema digital de avaliação de vinhos. As folhas de prova serão substituídas por tablets. A avaliação digital é mais segura, mais rápida e precisa. Foi pré testado no Concours Mondial du Sauvignon no início deste ano e recebeu um feedback positivo dos juízes.

O CMB é a única competição que viaja pelo mundo, com 25 anos de experiência, e o único concurso de vinhos a realizar testes de controle de qualidade em vinhos premiados.

 

fonte: http://www.concoursmondial.com