De Analândia (SP)

 “A cachaça mudou de lugar, saiu de baixo do balcão do bar e foi parar na prateleira, cheia de orgulho.” A frase dita pelo célebre bartender Derivan de Souza durante o 3º Ranking da Cúpula da Cachaça ilustra o momento que o destilado nacional vive. Depois de dois dias degustando (às cegas) as 50 marcas que chegaram à final da prova, o sentimento dos 12 jurados era o mesmo: a cachaça evoluiu, e muito.Cachaças já nas garrafas sem identificação prontas para a degustação às cegas Foto: Mateus Verzola

O resultado da prova realizada no último fim de semana o Paladar revela aqui em primeira mão, inclusive para o time de jurados (que você conhece melhor no final do post). 

Neste ano, uma novidade, as cachaças foram divididas de acordo com o tipo de madeira em que estagiam, seu visual e a declaração no rótulo, em duas categorias, branca e ouro. A mudança é reflexo exato deste momento, o nível das cachaças – inclusive das branquinhas – subiu, e os produtos evoluíram. “Não dá mais para colocar tudo no mesmo saco”, afirma Dirley Fernandes, jurado e membro da Cúpula. “Está claro que os produtores estão cuidando melhor de suas cachaças, especialmente das brancas, que já competem entre si de forma justa” afirma Maurício Maia, presidente da Cúpula e blogueiro do Paladar. 

 

A variedade é outro ponto alto: mais blends, mais madeiras nacionais, mais marcas. Pela primeira vez, uma cachaça do Norte entrou na lista, a Indiazinha, lançada no ano passado, de Abaetetuba, no Pará. O carvalho ainda impera, mas nesta mostra aparecem rótulos com jaqueira, jatobá e jequitibá. A aposta é que o eucalipto entre nessa lista.

 

O processo

 

A etapa de Analândia foi a última do processo que começou em setembro do ano passado e movimentou mais de 40 mil pessoas na internet na primeira fase. Foi o dobro da última edição, que teve 23 mil votantes em 2016. Esta primeira etapa é aberta ao público para votar em três dos 1,1 mil rótulos participantes, ou seja, todas as cachaças que têm registro no Mapa. Ao final da primeira fase, 250 rótulos foram selecionados. Em seguida, eles passaram por um painel com 48 especialistas de cachaça de todo o País. Eles elegem os 50 rótulos que formam o Ranking da Cúpula da Cachaça, realizado a cada dois anos. 

 

Confira o ranking completo:

OURO

 Foto: Tiago Queiroz|Estadão

 

 

1 - Vale Verde 12 anos     

Bicampeã, essa cachaça tem personalidade e sabores complexos. Seu uso da madeira remete ao bourbon. Tem excelente final de boca.

Onde: Betim (MG)    

Nota: 88,4 

Madeira:12 anos no carvalho

Preço: R$ 797,50 (700 ml)

 

2 - Magnífica Reserva Soleira 

Chamam atenção as notas de especiarias e baunilha, típicas do carvalho, além de um leve frutado. A acidez é equilibrada. Para ter na prateleira. 

Onde: Vassouras (RJ)    

Nota: 87,9 

Madeira: 3 anos no carvalho (de 3 a mais de 10)

Preço: R$ 362,50 (700 ml)

 

3 - Companheira Extra Premium 

Lembra muito uísque americano, indicada para os fãs da bebida. 

Onde: Jandaia do Sul    (PR)    

Nota: 87,3

Madeira: 8 anos carvalho 

Preço: R$ 319 (700 ml)

 

4 - Sebastiana Carvalho 

Redonda, tem textura aveludada e sabor apurado. Para beber devagar– evolui no copo.

Onde: Américo Brasiliense (SP)    

Nota: 85,6 

Madeira: carvalho americano, pelo menos 3 anos

Preço: R$ 101,50 (500 ml)

 

5 - Weber Haus Extra Premium Lt. 48     

Consistente, tem álcool suave, aroma tostado com especiarias e uma nota vegetal interessante. Final longo.

Onde:  Ivoti (RS)

Nota: 85,5

Madeira: 5 anos no carvalho francês + 1 ano no bálsamo 

Preço: R$ 210 (700 ml) 

Foto: Tiago Queiroz|Estadão

 

 

6 - Weber Haus Amburana     

Onde: Ivoti (RS)

Nota: 85,2

Madeira: 1 ano na amburana

Preço: R$ 76, 85 (700 ml)

 

7 - Casa Bucco Envelhecida 

Onde: Bento Gonçalves (RS)

Nota: 84,5 

Madeira: 6 anos em carvalho e bálsamo

Preço: R$ 166, 75 (750 ml)

 

8 - Leandro Batista 

Onde: Ivoti (RS)

Nota: 84,2

Madeira: amburana, bálsamo, canela sassafrás - um ano cada

Preço: R$ 87 (750 ml)

 

9 - Middas Reserva 

Onde: Adamantina (SP)

Nota: 84,1 

Madeira: carvalho francês, carvalho americano e amburana - no mínimo dois anos

Preço: R$ 340, 75 (700 ml)

10 - Canarinha

Onde. Salinas (MG)    

Nota: 83,9 

Madeira: 2 anos no bálsamo

Preço: 169,65 (600 ml)

Foto: Tiago Queiroz|Estadão

 

 

11 - Werneck Safira Régia 

Onde: Rio das Flores    (RJ)

Madeira: De 4 a 5 anos no carvalho 

Nota: 83,5 

Preço: R$ 652,50 (700 ml)

 

12 - Weber Haus Premium 7 Madeiras     

Onde: Ivoti (RS)    

Nota: 83,3

Madeira: 2 anos em barris de carvalho francês, carvalho americano, bálsamo, cabriúva, amburana, grápia, canela sassafrás.

Preço: R$ 87 (750 ml)

 

13 - Engenho São Luiz Extra Premium 

Onde: Lençóis Paulista (SP)    

Nota: 82,6 

Madeira: 36 meses no carvalho 

Preço: R$ 116 (600 ml)

 

14 - Authoral Gold 

Onde: Brasília    (DF)

Nota: 82,1

Madeira: carvalhos francês e americano, bálsamo e cerejeira (soleira)

Preço: R$ 389, 75 (700 ml)

 

15 - Cedro do Líbano Premium 

Onde: São Gonçalo Amarante (CE)

Nota: 81,3

Madeira: 1 ano no carvalho americano

Preço: R$ 87 (500 ml)

Foto: Tiago Queiroz|Estadão

 

 

16 - Werneck Ouro 

Onde:  Rio das Flores     (RJ)

Nota: 81

Madeira: 2 anos no carvalho

Preço: R$ 123,25 (750 ml)

 

17 - Anísio Santiago/Havana 

Onde: Salinas (MG)

Nota: 80,9

Madeira: 8 anos no bálsamo

Preço: R$ 551 (600 ml)

 

18 - Tabúa Flor de Ouro Exportação

Onde: Taiobeiras (MG)

Nota: 79,4

Madeira: 5 anos no bálsamo

Preço: R$ 69,60 (700 ml)

19 - Indiazinha Flecha de Ouro 

Onde. Abaetetuba (PA) 

Nota: 79,3

Madeira: amburana e castanheira 

Preço: R$ 98,25 (500 ml)

 

20 - Princesa Isabel Sete Cores 

Onde: Linhares (ES)    

Nota: 78,2 

Madeira: Jaqueira

Preço: R$ 65,25 (500 ml)

 Foto: Tiago Queiroz|Estadão

 

 

21 - Claudionor     

Onde: Januária (MG)    

Nota: 77,9

Madeira: 1 ano na amburana

Preço: R$ 56,55 (600 ml) 

 

22 - Da Tulha Ouro 

Onde: Mococa     (SP)    

Nota: 76,8 

Madeira: 3 anos no carvalho

Preço: R$ 84,10 (750 ml) 

 

23 - Da Quinta Amburana 

Onde: Carmo (RJ)    

Nota: 76,2

Madeira: 1 ano na amburana

Preço: R$ 72,50 (500 ml)

 

24 - Santo Grau Solera PX 

Onde: Itirapuã    (SP)

Nota: 76,1 

Madeira: carvalho utilizado para amadurecer o mais antigo vinho de Jerez

Preço: R$ 152,25 (750 ml)

 

25 - Sanhaçu Umburana     

Onde: Chã Grande (PE)    

Nota: 76,0 

Madeira: 2 anos na amburana

Preço: R$ 130,50 (600 ml)

 Foto: Tiago Queiroz|Estadão

 

 

26 - Pardin 3 Madeiras     

Onde: Camanducaia(MG)    

Nota: 75,2* 

Madeira: carvalho, amburana e jequitibá 

Preço: R$ 210 (700 ml)

 

27 - Porto Morretes Premium 

Onde: Morretes (PR)    

Madeira: 3 anos no carvalho

Nota: 75,2* 

R$ 142,10 (700 ml)

 

* Desempate feito pelo critério de notas do quesito gustativo

 

28 - Leblon     

Onde: Patos de Minas (MG)

Nota: 74,6 

Madeira: carvalho

Preço: R$ 108,75 (750 ml)

 

29 - Havaninha 

Onde: Salinas    (MG)    

Nota: 73,7 

Madeira: 6 anos no bálsamo

Preço: R$E# 210,25 (600 ml)

 

30 - Colombina 10 anos 

Onde: Alvinópolis (MG) 

Nota: 72,8 

Madeira: 10 anos no jatobá

Preço: R$ 333,50 (700 ml)

Foto: Tiago Queiroz|Estadão

 

 

31 - Magnífica Envelhecida 

Onde: Vassouras (RJ)    

Nota: 72,3 

Mareira: 2 anos no carvalho

Preço: R$ 101,50 (750 ml)

 

32 - Matriarca Ouro Jaqueira 

Onde: Caravelas (BA)     

Nota: 69,7 

Madeira: 2 anos na jaqueira

Preço: R$ 62,25 (680 ml)

 

33 - Santo Grau Solera Cinco Botas     

Onde: Itirapuã (SP)    

Nota: 69,1 

Madeira: carvalho utilizado para amadurecer vinho de Jerez 

Preço: R$ 153,40 (750 ml)

 

34 - Santo Grau Itirapuã          

Onde: Itirapuã (SP)

Nota: 68,8 

Madeira: carvalho e jequitibá

Preço: R$ 94,25 (750 ml)

 

35 - Sebastiana Castanheira     

Onde: Américo Brasiliense (SP)    

Nota: 67,6

Madeira: 1 ano na castanheira 

Preço: R$ 101,50 (500 ml)

 

36 - Saliníssima    

Onde: Salinas    (MG)    

Nota: 64

Madeira: 2 anos Bálsamo 

Preço: R$ 37,70 (600 ml)

BRANCA 

Foto: Tiago Queiroz|Estadão

 

 

1 - Princesa Isabel Aquarela  

Excelente exemplo de branca complexa, com aroma herbáceo e frutado. 

Onde: Linhares (ES)    

Nota: 82,7 

Madeira: 3 anos Jequitibá 

Preço: R$ 64,25 (750 ml)

 

2 - Sanhaçu Freijó    

Com ótima viscosidade, esta cachaça traz a madeira bem trabalhada, que aparece de forma suave. Agrada iniciados e iniciantes. 

Onde: Chã Grande (PE)

Nota: 76

Madeira: 2 anos no freijó 

Preço: R$ R$ 94,25 (600 ml)

 

3 - Tiê Prata      

Tem sabor marcante e é muito equilibrada. Vai bem pura ou em drinques. 

Onde: Aiuruoca (MG)    

Nota: 74

Preço: R$ 50,75 (670 ml)

 

4 - Século XVIII Rótulo Azul     

Uma cachaça forte, com boa expressão de fruta da cana-de-açúcar. É garantia de uma experiência agradável.

Onde: Cel. Xavier Chaves (MG)

Nota: 72,9

Madeira: Inox

Preço: R$ 89,90 (670 ml)

 

5 - Volúpia Freijó 

Com álcool suave, tem perfume agradável de madeira e sabor herbáceo marcante. Perfeita para iniciantes do estilo.

Onde: Alagoa Grande    (PB)    

Nota: 72,23

Madeira: 1 ano no Freijó 

Preço: R$ 50,75 (670 ml)

 

Foto: Tiago Queiroz|Estadão

 

 

6 - Engenho São Luiz Amendoim     

Onde: Lençóis Paulista (SP)    

Nota: 72,17 

Madeira: seis meses no amendoim 

Preço: R$ 58 (600 ml)

 

7 - Reserva do Nosco Prata  

Onde: Resende (RJ)

Nota: 70,8

Madeira:

Preço: R$  71,05 (700 ml)

 

8 - Serra Limpa     

Onde: Duas Estradas    (PB)    

Nota: 70,5

Madeira: 6 meses em freijó

Preço: R$ 36,25 (355 ml)

 

9 - Coqueiro Prata   

Onde: Paraty (RJ)    

Nota: 68,2 

Madeira: 2 anos amendoim 

Preço: R$81,20 (700 ml)

 

10 - Da Quinta Branca      

Onde: Carmo (RJ)

Nota: 67,9 

Madeira: Inox

Preço: R$ 69,60 (500 ml)

Foto: Tiago Queiroz|Estadão

 

 

11 - Caracuípe Prata 

Onde: Campo Alegre    (AL)

Nota: 67,7

Madeira: 6 meses no jequitibá

Preço: R$ 108,75 (750 ml)

 

12 - Nobre  

Onde: Sobrado (PB)    

Nota: 66,5

Madeira: inox

Preço: R$ 79,75 (500 ml)

 

13 - Engenho Pequeno    

Onde: Pirassununga (SP)    

Nota: 65,7 

Madeira: 2 anos no jequitibá rosa 

Preço: R$ 74,40 (750 ml)

 

14 - Sebastiana Cristal    

Onde: Américo Brasiliense (SP)

Nota: 61,7

Madeira: 3 meses inox

Preço: R$ 55,10 (500 ml)                                                                                             

 

* Nos produtos onde havia conflito de interesse da parte do jurado por este ter participação na elaboração da cachaça, as suas notas nos respectivos produtos foram desconsideradas pelo estatístico.

 

* Preços checados na Rota do Acarajé em janeiro de 2018

CONHEÇA OS JURADOS

Parte dos jurados da Cúpula da Cachaça Foto: Mateus Verzola

 

 

Nesta edição, o Ranking ganhou um novo jurado, Derivan de Souza, renomado bartender e um dos responsáveis pela internacionalização da caipirinha. 

 

Cesar Adames. Especialista em destilados e tabaco, é consultor e professor.

 

Dirley Fernandes. Dirigiu o documentário Devotos da Cachaça (2010) e é autor do blog de mesmo nome.

 

Erwin Weimann. Químico, é responsável pela criação de várias cachaças e autor do livro Cachaça – A Bebida Brasileira.

 

Glauco Mello Jr. Engenheiro químico especialista em fermentação alcoólica e na cadeia produtiva da cana.

 

Leandro Batista. Sommelier de cachaça, passou nove anos no restaurante Mocotó.

 

Leandro Marelli. Pós-doutor em tecnologia e no controle de qualidade de bebidas.

 

Manoel Agostinho Lima Novo. Consultor e autor do livro Viagem ao Mundo da Cachaça.

 

Maurício Maia. Jurado em concursos de destilados e autor do site O Cachacier.

 

Milton Lima. Dono da Cachaçaria Macaúva (em Analândia-SP) e autor do site Cachaças.com.

 

Nelson Duarte. Mestre-alambiqueiro e autor do livro Cachaça de Alambique.

 

Sidnei Maschio. Degustador e colecionador de cachaças.

ONDE COMPRAR

https://www.cachacariabrasileira.com.br/

 

Fonte: http://paladar.estadao.com.br

 

 

A Cúpula da Cachaça tem o prazer de anunciar as 50 cachaças finalistas do III Ranking Cúpula da Cachaça. Esses rótulos foram selecionados por 39 especialistas, além dos oito cúpulos que não tinham impedimento para participar dessa segunda fase.

Estas são as cachaças irão para a ‘Degustação às cegas’. No último final de semana de janeiro, os cúpulos se reunirão na Cachaçaria Macaúva (Analândia – SP) e analisarão aspectos visuais, olfativos e sensoriais de cada uma dessas cachaças, estabelecendo pontuações para uma série de quesitos. A média estatística das notas de cada amostra definirá as posições no Ranking, dividido entre cachaças brancas e amadeiradas, e a ‘Cachaça do Ano’. O resultado será divulgado, com exclusividade, pelo Paladar Estadão.

O Ranking é uma iniciativa que tem como propósito divulgar e valorizar a produção brasileira de cachaça e fomentar a busca pela qualidade no setor.

 

As cachaças que serão ranqueadas são:

 

  • Authoral – Brasília/DF
  • Canarinha – Salinas/MG
  • Caraçuípe Prata – Campo Alegre/AL
  • Casa Bucco Envelhecida Carvalho – Bento Gonçalves/RS
  • Cedro de Líbano – São Gonçalo Amarante/CE
  • Claudionor – Januária/MG
  • Colombina 10 anos – Alvinópolis/MG
  • Companheira Extra Premium – Jandaia do Sul/PR
  • Coqueiro Prata – Paraty/RJ
  • Da Quinta Amburana – Carmo/RJ
  • Da Quinta Branca – Carmo/RJ
  • Da Tulha Ouro – Mococa/SP
  • Engenho Pequeno – Pirassununga/SP
  • Engenho São Luís Amendoim – Lençóis Paulista/SP
  • Engenho São Luiz Extra Premium – Lençóis Paulista/SP
  • Havana/Anísio Santiago – Salinas/MG
  • Havaninha – Salinas/MG
  • Indiazinha Ouro – Abaetetuba/PA
  • Leandro Batista – Ivoti/RS
  • Leblon – Patos de Minas/MG
  • Magnífica Carvalho – Vassouras/RJ
  • Magnífica Reserva Soleira – Vassouras/RJ
  • Matriarca Jaqueira – Caravelas/BA
  • Middas Reserva – Adamantina/SP
  • Nobre – Sobrado/PB
  • Pardin 3 Madeiras – Camanducaia/MG
  • Porto Morretes Premium – Morretes/PR
  • Princesa Isabel Aquarela – Linhares/ES
  • Princesa Isabel Jaqueira – Linhares/ES
  • Reserva do Nosco Branca – Resende/RJ
  • Saliníssima – Salinas/MG
  • Sanhaçu Freijó – Chã Grande/PE
  • Sanhaçu Umburana – Chã Grande/PE
  • Santo Grau Itirapuã – Itirapuã/SP
  • Santo Grau Solera Cinco Botas – Itirapuã/SP
  • Santo Grau Solera PX – Itirapuã/SP
  • Sebastiana Carvalho – Américo Brasiliense/SP
  • Sebastiana Castanheira – Américo Brasiliense/SP
  • Sebastiana Cristal – Américo Brasiliense/SP
  • Século XVIII Rótulo Azul – Cel. Xavier Chaves/MG
  • Serra Limpa – Duas Estradas/PB
  • Tabúa Bálsamo – Taiobeiras/MG
  • Tiê Prata – Aiuruoca/MG
  • Vale Verde 12 anos – Betim/MG
  • Volúpia Freijó – Alagoa Grande/PB
  • Weber Haus 7 Madeiras – Ivoti/RS
  • Weber Haus Amburana – Ivoti/RS
  • Weber Haus Extra Premium Lt. 48 – Ivoti/RS
  • Werneck Ouro – Rio das Flores/RJ
  • Werneck Safira Régia – Rio das Flores/RJ

fonte: Cupula da cachaça / http://www.cupuladacachaca.com.br/conheca-as-50-cachacas-finalistas-do-iii-ranking-cupula-da-cachaca/

De acordo com o Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC), a redução da carga tributária pode ser de mais de 40% para os micro e pequenos produtores

Dia 31 de janeiro de 2018 é a data limite para a adesão ao Simples Nacional. Restam pouco dias para que os micro e pequenos produtores de Cachaça façam adesão ao regime tributário simplificado – o Simples Nacional. Com exceção das novas empresas que iniciarem as atividades após janeiro de 2018, quem perder esse prazo, só poderá requerer em 2019.

O Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC) alerta que podem solicitar a adesão ao Simples Nacional as empresas com o faturamento anual de até R$ 4,8 milhões. Com esse corte, calcula-se que, em torno de 70% dos mais de 11 mil produtores de Cachaça, poderão ser elegíveis para o Simples.

Luiz Gustavo Zillo, 41 anos, produtor da cachaça Engenho São Luiz, na cidade de Lençóis Paulista (interior de São Paulo), já aderiu ao SIMPLES após anos fechando no vermelho. A expectativa é ter uma redução de até 90% no valor dos tributos e poder dobrar o volume de produção: de 25 mil litros para 50 mil litros de Cachaça por ano para todo o Estado de São Paulo. “Nos últimos dois anos, tudo piorou. O IPI, por exemplo, chegou a ser 25% do preço produto, além dos 18% de ICMS e 18% de ICMS-ST (substituição tributária). O que eu faturava, pagava de impostos. Cheguei a cortar 1/4 dos meus funcionários. Estava inviável continuar. Assim que pude, corri para fazer a adesão”, afirma o produtor, que pretende voltar a contratar e expandir a produção e a revenda para outros Estados.

Todas as empresas que desejarem optar pelo Simples Nacional deverão ter a inscrição estadual, bem como a inscrição no CNPJ, além de registro no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). A solicitação é feita somente na internet por meio do portal do Simples Nacional.

 

O que muda – A incorporação da Cachaça poderá representar a redução da informalidade no setor e alavancar a oferta de empregos formais gerados pelas micro e pequenas empresas – atualmente, a cadeia é responsável pela geração de mais de 600 mil empregos diretos e indiretos. Para o consumidor, a alteração poderá levar bares e restaurantes a oferecerem uma maior variedade de Cachaças diferenciadas e legalizadas. Além de, a longo prazo, resultar na diminuição do preço de alguns produtos ao consumidor.

Após uma longa articulação, a inclusão foi confirmada no fim de outubro de 2016, com a sanção, pelo presidente Michel Temer, do Projeto de Lei Complementar 25/2007 (Lei Complementar no. 155, de 27 de outubro de 2016), também conhecido como “Crescer sem Medo” que, entre outras mudanças, também possibilitou que os micro e pequenos produtores de Cachaça, de vinhos, de cerveja e de licores aderissem (a partir de janeiro de 2018) ao Simples Nacional.

Excluídas em 2001, a Lei marca o retorno de micro e pequenas destilarias, entre elas as de aguardente de cana, o que inclui a Cachaça, ao Simples Nacional. De acordo com Carlos Lima, diretor-executivo do IBRAC, com a exclusão (em 2001), a alta carga tributária imposta fez com que, nestes últimos anos, várias empresas caíssem na informalidade. De acordo com o levantamento feito pelo Censo Agropecuário do IBGE de 2006 – que contabiliza 11.124 produtores (entre formais e informais) – e outros dados de produtores formais registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em outubro de 2013 – 1.483 produtores – estima-se que a informalidade do setor, em número de produtores, seja superior a 85%.

Segundo estudos do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), a carga tributária incidente sobre a Cachaça representa hoje, de maneira geral, 81,87% do seu preço de venda.

A inclusão da Cachaça no SIMPLES marca a vitória de uma batalha de mais de 10 anos capitaneada por parlamentares de vários estados, pelo IBRAC (com apoio de entidades regionais) e Sebrae Nacional, junto ao Congresso Nacional.

Estima-se que, com o retorno da Cachaça ao SIMPLES, os produtores devam obter uma redução de mais de 40% nos impostos diretos pagos sobre a bebida. O impacto da mudança será grande para o setor, afinal, mais de 80% dos produtores de Cachaça são micro e pequenos.

“Com o retorno da Cachaça ao SIMPLES todos ganham. O Governo porque aumentará sua base de arrecadação, os pequenos produtores porque terão melhores condições de mercado e, sobretudo, os consumidores, que terão uma maior oferta de produtos legalizados e diferenciados.”, explica Lima. O diretor do IBRAC também salienta os benefícios na abertura de novas empresas no Brasil e a geração de empregos formais pelos micro e pequenos produtores.

“Estamos assistindo ao início de um momento estimulante para nossos empresários do setor. Com o retorno da Cachaça ao SIMPLES, acreditamos que os micro e pequenos produtores poderão contribuir ainda mais que o setor da Cachaça volte a crescer. “O SIMPLES resolve uma parte do problema da alta tributação do setor, pois atinge somente os micro e pequenos produtores. O aumento do IPI no final de 2015, aliado às altas alíquotas de impostos e o sistema de substituição tributária (que, em alguns casos, pode chegar a 32%), têm impactado de forma direta no setor, resultando na queda do volume de vendas. Continuaremos o trabalho para a redução dessa tributação também para as empresas que não se enquadram no SIMPLES, sobretudo do IPI.”, completa Lima.

 

Mercado nacional promissor – A Cachaça é a bebida destilada mais consumida no Brasil e, gradativamente, tem experimentado maior prestígio por parte do consumidor nacional. Estima-se que o setor represente mais de 72% de mercado de destilados no Brasil. Em 2016, registrou uma redução do consumo de 4%, em relação a 2015. Em relação a 2017, a expectativa é que o consumo tenha permanecido estável em relação a 2016.
Segundo o IBRAC, o Brasil possui uma capacidade instalada de produção de 1,2 bilhão de litros, sendo os principais estados produtores da bebida: São Paulo, Pernambuco, Minas Gerais e Paraíba.

 

Os números

 

  • Mais de 600 mil empregos diretos e indiretos são gerados pela cadeia.
  • 81,87% é a carga tributária que incide atualmente sobre o preço de venda da Cachaça.
  • Mais de 40% é a redução de impostos diretos pagos sobre a bebida, estimada com o retorno da Cachaça ao SIMPLES.
  • Mais de 80% dos produtores de Cachaça no Brasil é de micro e pequenos produtores.
  • 72% é a participação do setor da Cachaça no mercado de destilados no Brasil.
  • 1,2 bilhão de litros é a capacidade instalada da produção nacional

O Instituto Brasileiro da Cachaça – IBRAC é uma entidade privada, de abrangência nacional, sem fins lucrativos, criada com o objetivo de defender os interesses da Cachaça nos mercados nacional e também internacional. Tem entre os seus associados as principais empresas (micro, pequenas, médias e grandes) do segmento produtivo, sejam elas produtoras, estandardizadoras ou engarrafadoras, de vários Estados do Brasil. A representatividade do Instituto inclui os Estados do Rio de Janeiro, Tocantins, Paraíba, Paraná, Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Alagoas, São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina.
 
Fonte: C3COM Comunicação e Relações Públicas

Uma boa notícia para os produtores de cachaça, vinho, cerveja e licores. Os micro e pequenos empresários têm até o dia 31 de janeiro para fazer a adesão ao regime ao regime tributário simplificado – o Simples Nacional.

É uma importante mudança. No setor da cachaça, por exemplo, mais de 80% dos produtores são micro e pequenos empresários. A mudança, então, deve reduzir em cerca de 40% os impostos pagos sobre a bebida, de acordo com o Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC).

 

Fonte: https://veja.abril.com.br/blog/radar/nova-tributacao-reduz-impostos-sobre-producao-de-bebidas/

Muitos já devem ter ouvido algum apreciador de cachaças reclamar que a bebida ainda sofre muito preconceito. Mas este cenário está mudando através de cursos e muita informação.

Mais do que com o preconceito em relação à bebida, o mercado da cachaça sofre de falta de informação. O consumidor brasileiro, por incrível que possa parecer, não conhece cachaça. E tem em seu imaginário a convicção de que ela é uma bebida forte, rústica e de baixa qualidade. Porém ela não é.

A cachaça de alambique é uma das bebidas destiladas de maior qualidade em todo o mundo, com uma complexidade de sabores que nenhuma outra pode oferecer. Isso em função de sua qualidade técnica, de produção, e principalmente por causa de sua qualidade sensorial. A grande gama de madeiras utilizadas no envelhecimento da cachaça oferece um leque enorme de aromas e sabores, que fazem frente ao gostos sempre muito parecidos do carvalho, única madeira utilizada para envelhecer bebidas no exterior, como conhaque, uísque, bourbon, grappa, tequila, rum, etc… E cachaça também, claro.

Com um trabalho de educação e muita informação, esse preconceito vem sendo quebrado aos poucos, com paciência. Porém, ainda existe uma ponta na cadeia produtiva que carece de mais atenção: o serviço.

É muito raro encontrarmos bares e restaurantes que possuam um profissional especializado no serviço da cachaça, que conheça as características sensoriais da bebida, sua história, suas curiosidades e particularidades. Assim, a tarefa de entender o consumidor, saber ler a situação e poder ofertar o produto corretamente fica a cargo do garçom, que também não o faz porque realmente não tem a informação ou não recebeu treinamento adequado para tanto. Aí, o cliente que não conhece a bebida, mesmo tendo curiosidade, acaba optando por escolher outra. Por isso, é fundamental oferecer profissionais preparados e capacitados para atender essa demanda do mercado e a ampliar ainda mais o consumo consciente da cachaça.

Devemos levar aos bares de todo Brasil a multiplicação latente de informação. Através de história, conhecimento produtivo, apreciação, seleção e treinamento de serviço adequado, teremos a oportunidade de gerar uma rede de profissionais preparados, que por sua vez atenderão aos consumidores, passando a informação correta, gerando uma rede de multiplicadores em progressão geométrica. Isso é crescimento de mercado.

Fonte: http://paladar.estadao.com.br